"Just breath."


terça-feira, 25 de agosto de 2015

Quem sou, quem és, quem somos?

Quem sou eu ? Sou um respirar do teu corpo, o diluvio dos teus braços. Sou a tua alma a navegar num mundo só, sou o despertador do teu amanhecer, o cronómetro do teu correr e o teu desaparecer lunar. 
Sou o teu maior número de escadas, que te leva ao topo, sou o teu avião para te fazer viajar e o teu barco para navegares. 
 Posso ser tudo o que tu imaginares, posso até ser o teu cobertor nas noites mais frias, posso até ser o teu sorriso, mas provavelmente serei sempre um motivo de luta.
Sou quem tu pensas que sou, mas não sou aquilo que tu queres que eu seja, idealizo apenas no formato real a pessoa que tu sonhas ter a teu lado.


Todos na vida lutamos, até demais, até porque no final reparamos que todo aquele tempo, foi gastado desnecessariamente, que por vezes, até podia ter resultado, mas não resultou, mas..será razão para desistir, para parar no caminho, para voltar km atrás? Seguir, seguir é a palavra correta, porque não é uma, nem duas, nem três vezes a cair, que nós não conseguimos nos levantar. 
Por vezes achamos que tudo nos é dado porque merecemos, mas e se tudo o que nos é dado não for dado por mérito é porquê, porque apenas o tínhamos que receber ou simplesmente porque dar e receber são duas coisas que na vida estão presentes no nosso dia a dia? Tenho o sonho de um dia poder voar bem alto, olhar para baixo e dizer que toda a vida que levamos, é uma vida livre, apenas nela existem fatores, pormenores e variadas coisas que nos tentam impedir de lutar pelos nossos sonhos e agora eu pergunto, devemos ou não devemos? Mas devemos ou não o quê ? Simples, devemos deixar-nos cair por situações, por meras palavras, por atitudes menos corretas, devemos ou não desistir dos nossos sonhos porque estamos mal, porque achamos que não conseguimos, porque pensamos que não temos força nem apoio de ninguém...então, devemos ? 



Quem és tu? És o meu sol que brilha, a minha lua que me ilumina o céu estrelado, uma árvore a abanar numa noite de tempestade, um comboio a apitar numa linha ferroviária, um cacho de uvas numa terra estragada, ou serás a pessoa que me acompanhará nos maus e bons momentos, ou ainda, serás a pessoa que me limpa as lágrimas, mas que me mete um sorriso na cara? 


Dia após dia, idealizamos um eu, um tu e um nós, sem entendermos bem a verdadeira razão, mas que no fundo, é assim que nos sentimos bem, a idealizar o que não é real, a optar por imaginar vidas fictícias em vidas verídicas, podemos até achar que tudo um dia pode ser possível, caindo nas armadilhas que todos pregam uns aos outros, dizendo que mudamos, que por amor, que por amizade, nós mudamos, mas não, tudo são armadilhas que pequenas palavras fazem, pois tudo o que é falado, muitas coisas não são sentidas. Para quê iludir na mudança, se no passar do tempo, o que éramos, volta a ser o que somos?
Não prometas o que sabes que não vais cumprir, mas também não cumpras tudo sem saberes o tempo que tens. 


Quem somos nós? Duas almas a lutar pelo mesmo. Duas pessoas com os mesmos objectivos, cruzando caminhos, traçando etapas, percorrendo obstáculos, saltando barreiras? Somos os cobertores, o sol, a lua, o cronómetro, o despertador, o sorriso ou o infinito de coisas que somos? 


Juntos podemos ser, separados podemos ser, unidos podemos ser, virados de costas podemos ser, de frente podemos ser, por detrás podemos ser, por todos os lados nós podemos ser felizes, não precisamos de uma, de duas ou mais vidas, porque cada um tem a sua e com elas, vivemos dia a dia, com sorrisos, lágrimas e risadas. Vamos todos os das à luta de novas conquistas, vamos todos os dias caminhando para o mesmo, juntos ou separados, os caminhos traçam-se e nada pode mudar isso. 
Apenas um dia tudo se vira, mas numa noite tudo se completa.


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